Após ampla reforma, Governo do Maranhão entrega cinco unidades do Iema em São Luís

– Brandão entrega unidades do Iema em São Luís (Fotos: Brunno Carvalho e Gilson Teixeira)

Cinco unidades do Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (Iema), instaladas em São Luís, foram entregues à comunidade escolar, nesta terça-feira (12), após passarem por ampla reforma e revitalização estrutural. As unidades atendem alunos das zonas urbana e rural da capital maranhense e foram entregues pessoalmente pelo governador Carlos Brandão, que visitou as instalações e conversou com alunos e professores.

“Estou muito feliz porque estamos inaugurando cinco unidades do Iema. Todas climatizadas, reformadas, dando todas as condições para que os alunos possam ter um bom aprendizado e para que os professores se sintam bem”, celebrou o governador.

Foram reformados e entregues o Iema do Campo, na Vila Maranhão; Iema Vocacional Estaleiro Escola Luiz Phelipe Andrès e o Iema Pleno Tamancão, ambos no Alto da Esperança e o Iema Pleno Desembargador Sarney, no bairro São Francisco. A solenidade de entrega também marcou o lançamento de uma unidade vocacional do instituto, o Iema Vocacional Desembargador Sarney, também no bairro São Francisco. Na oportunidade, o governador assinou edital de inscrição para cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC).

“Lançamos mais um Iema Vocacional. Hoje foi um dia voltado para as escolas em tempo integral. Estamos ampliando-as no nosso estado. Já temos 212, somando Iemas e os Centros Educa Mais. A nossa tendência é melhorar cada vez, porque a educação é a melhor maneira de mudar a vida dos alunos, que só precisam de oportunidade”, pontuou Brandão.

A diretora-geral do Iema, Cricielle Muniz, avalia que a nova unidade vocacional do instituto vai garantir educação de qualidade a mais jovens de São Luís. “Hoje é um dia muito importante para a educação. Faremos a entrega do Iema Vocacional que vai levar qualificação profissional para toda a região do [bairro] São Francisco; educação de qualidade que pode mudar a vida da nossa juventude”, frisou.

As unidades entregues receberam serviços diversos, como revisão de cobertura, pintura geral, instalação de piso tátil, restauração de portas e janelas, reparo em aparelhos de ar-condicionado, revisão elétrica, hidráulica e sanitária, entre outras intervenções. As obras de reforma nas unidades do Iema em São Luís foram executadas por meio de parcerias celebradas entre o Instituto e as Secretarias de Estado da Educação (Seduc) e de Governo (Segov). O investimento aplicado na reforma das cinco unidades do Iema está avaliado em cerca de R$ 5,1 milhões.

 

Mais conforto, novas estruturas e mais recursos

Para o biólogo Luiz Francisco Andrès, gestor geral do Iema Estaleiro Escola que leva o nome do seu pai, o engenheiro e criador do Estaleiro Escola, Luiz Phelipe Andrès (1949-2021), a reforma da unidade representa o “renascimento” da escola. “Essa reforma simplesmente significou o renascimento de toda a escola. Estávamos há praticamente 14 anos sem uma intervenção. Só temos a agradecer. A escola está linda e a reforma foi perfeita. Muito obrigado, governador, por trazer esperança e luz para esse lugar e para toda a comunidade do Alto da Esperança e do Tamancão”, destacou Luiz Francisco Andrès.

Deiliane Dias é aluna do 2º ano do Ensino Médio do Iema e avalia que a reforma garantiu um ambiente mais confortável para alunos e docentes. “Simplesmente maravilhoso! A reforma ficou muito boa, fui muito bem acolhida na escola. Teremos um dia a dia melhor [em sala de aula], com mais conforto. Está bem melhor agora”, elogiou.

O aluno Davi Arthur, que também cursa o 2º ano do Ensino Médio, aponta que as intervenções em sua escola garantiram melhorias em equipamentos como a biblioteca e os laboratórios experimentais. “A escola melhorou em vários aspectos que a gente não esperava inicialmente. Tanto nas oficinas, quanto na biblioteca, que antes não era tão grande e não tinha essa variedade [de livros]. Estou lendo vários livros agora”, festeja.

Feira Cultural e Étnico-Racial Maranhense marca combate a desigualdades e gera oportunidade para jovens maranhenses

– Feira Cultural e Étnico-Racial Maranhense (Foto: Brunno Carvalho)

O governador Carlos Brandão destacou, nesta quinta-feira (7), o empenho da gestão estadual no combate às desigualdades sociais. O anúncio foi feito durante visita à Feira Cultural e Étnico-Racial Maranhense (Feculema), que está sendo realizada no Convento das Mercês, no bairro do Desterro, até esta sexta-feira (8). O evento é organizado pelo Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (Iema).

Integrando a Feculema, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) promoveu a Feira de Cultura, Literatura e Educação (Feclie), por meio do incentivo promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

O objetivo é celebrar e refletir sobre as tradições afro-brasileiras e indígenas do estado, destacando a importância da inclusão e do respeito à diversidade cultural e étnica na sociedade. A Feculema e Feclie também buscaram reforçar a valorização da literatura e da educação como ferramentas fundamentais para construção de uma sociedade mais inclusiva e consciente e consciente da sua diversidade.

“O nosso governo tem uma sensibilidade muito grande em combater as desigualdades sociais e essa feira fomenta nos jovens do Iema e de outras escolas o conhecimento e a defesa da igualdade social. Aqui é uma feira que vai promover oportunidades para os jovens apresentarem os seus projetos que serão avaliados e premiados. O governo fomenta essas ações na busca da defesa dos povos negros, dos povos indígenas e dos seus direitos”, declarou o governador durante a presença no evento.

Ambas as feiras funcionam como vitrine para que estudantes e professores do Iema possam compartilhar suas pesquisas e projetos, além de discutir como a educação pode ser uma poderosa ferramenta na luta pela igualdade e pelo reconhecimento das diferentes etnias. A partir de parceria com o governo federal, através do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), serão selecionados projetos que receberão uma bolsa de R$ 300 pelo período de um ano para continuidade da pesquisa.

De acordo com a diretora-geral do Iema, Cricielle Muniz, o evento proporciona o debate das relações raciais dentro do ambiente escolar e também contribui com o combate ao preconceito e à discriminação racial. Ao todo, estudantes e professores de 39 municípios do estado estão participando da feira e apresentando projetos.

“A feira vai muito além de uma mostra, pois incentiva a pesquisa, a ciência e a tecnologia, trazendo e resgatando a nossa ancestralidade cultural e territorial. Estamos felizes em receber tantos alunos apresentando os seus projetos. Esse é um compromisso do governador Carlos Brandão, quando aposta em uma mulher negra à frente do Iema e criamos a coordenação da Diversidade Étnico-Racial para termos um ambiente escolar seguro e confortável para os alunos do Iema”, comentou a gestora.

Para a estudante Isabel Guajajaras, que veio do município de Amarante do Maranhão, o evento fortalece e valoriza as raízes culturais.

“Estou aqui como indígena e como ativista indígena. Acho importante a nossa participação como uma questão de protagonismo em todos os locais e ambientes. Fiquei muito animada ao receber o convite para mostrar um pouco da nossa cultura, da nossa etnia e dos nossos rituais. Foi empolgante o modo como a gente foi recebido e espero participar de mais ações”, relatou.

Carlos Abraão, que é estudante de Marketing na unidade do Iema Rio Anil, representou os docentes na abertura do evento. Ele definiu a experiência como algo único e parabenizou a iniciativa da gestão escolar em pautar o combate à discriminação.

“É um momento muito especial e marca uma urgência histórica de introduzir uma educação antirracista nas escolas. É um compromisso social importantíssimo ouvindo as nossas vozes periféricas, quilombolas e indígenas por ser uma instituição acadêmica e estudantil. Estou muito feliz de estar aqui e representar os estudantes do Iema”, afirmou.

Estudante da unidade do Iema em Zé Doca, Gabriele Stefani, também destacou o evento como um marco para a sua experiência acadêmica.

“Participar dessas feiras representa uma oportunidade incrível, pois é a primeira vez que estou em um evento tão grande. O nosso Iema tem pouco tempo, mas já estamos avançando com os nossos projetos e participar desse evento é motivo de muito orgulho e felicidade”, comentou.

A programação geral do evento segue nesta sexta-feira, das 8h às 18h, com debates, palestras e atividades culturais, reunindo especialistas e a comunidade escolar para discutir a importância da educação étnico-racial e a valorização das diversas identidades que compõem o estado.