Reunião no Palácio dos Leões sela parceria para o fortalecimento do agronegócio no Maranhão

A MA-372 e o Terminal Intermodal Gonçalves Dias reforçam o compromisso que o governo Brandão possui com a exportação de grãos no estado

O governador Carlos Brandão anunciou uma das maiores iniciativas voltadas à infraestrutura logística e ao fortalecimento do agronegócio na região leste do estado. Em reunião realizada no Palácio dos Leões com representantes da Ferrovia Transnordestina Logistica (FTL), o governo estadual firmou compromisso para a construção do Terminal Intermodal Gonçalves Dias, um porto seco voltado para o agronegócio que receberá investimentos privados estimados em R$ 300 milhões.

O empreendimento conta com a parceria estratégica da concessionária ferroviária Transnordestina. A estrutura funcionará como um hub receptor e distribuidor de grãos e fertilizantes, gerando um impacto imediato no escoamento produtivo de toda a Região dos Cocais.

Foco no Complexo de Grãos e o Mercado Produtor

O novo terminal intermodal atenderá prioritariamente o setor de grãos — com foco absoluto na soja e no milho —, que representa a principal força motriz do agronegócio do Maranhão. Atualmente, a dupla soja e milho responde por 90% de toda a atividade agrícola comercial do estado.

Esse mercado é liderado por empresários de médio e grande porte integrados às cadeias tecnológicas de alta produtividade. Estima-se que mais de 65% da área cultivada do Maranhão seja dominada exclusivamente por produtores de soja. O novo polo de Caxias funcionará como um agregador de valor para esses empresários agrícolas, além de facilitar a inserção de novos investidores na fronteira do leste maranhense.

As exportações de grãos (soja e milho) produzidos no Maranhão são lideradas por megaempresas de originação agrícola e tradings estruturadas na região do MATOPIBA, que operam principalmente no escoamento através do Porto do Itaqui (Terminal de Grãos do Tegram).

As cinco principais empresas e empresários líderes na produção e exportação de soja e milho a partir do solo maranhense são:

1) José Antônio Gorgen (“Zezão”) / Grupo Risa S/A: É considerado o maior produtor e originador de soja do Maranhão. Com sede em Balsas (MA), a Risa S/A controla dezenas de milhares de hectares de plantações no estado, fornecendo grãos diretamente para tradings globais que abastecem o mercado chinês.

2) Grupo São José Agro: Uma das principais potências de capital local que impulsiona o protagonismo do Maranhão no comércio internacional. O grupo possui forte infraestrutura voltada para a produção de larga escala, logística interna e armazenagem de grãos para atender a alta demanda asiática.

3) Grupo Giacomin: Consolida-se entre os maiores produtores do agronegócio maranhense. Produz anualmente mais de 100 mil toneladas de soja e dezenas de milhares de toneladas de milho voltadas para o circuito de exportação intercontinental.

4) ALZ Grãos (Amaggi, Louis Dreyfus Company e Zen-Noh): Consórcio estratégico com forte atuação corporativa e de investimentos no Maranhão. Ela atua como uma operadora unificada que compra os grãos dos produtores maranhenses e lidera os embarques físicos nos navios de exportação do Porto do Itaqui.

5) VLI Logística: Controla terminais integrados fundamentais para o escoamento maranhense. O grupo expandiu massivamente suas capacidades logísticas no estado, obtendo habilitação alfandegária específica para enviar o milho maranhense diretamente rumo à China.

Centros do Agronegócio Maranhense

As cinco cidades líderes em produção e volume financeiro do agronegócio maranhense são:

Balsas: É a maior produtora isolada do estado e a principal potência econômica do sul maranhense. A cidade lidera tanto a produção de soja quanto a de milho, abrigando as sedes das grandes empresas regionais e multinacionais do setor.

Tasso Fragoso: Possui uma das maiores áreas territoriais plantadas do estado. O município destaca-se pela alta produtividade por hectare e pelo forte investimento tecnológico em lavouras de grande escala.

Sambaíba: Vizinha de Balsas, a cidade expandiu massivamente suas áreas de cultivo nos últimos anos. Tornou-se um polo essencial na originação de grãos voltados diretamente para o comércio exterior.

Riachão: Apresenta forte protagonismo na produção de grãos e sementes selecionadas. A produção local abastece a cadeia de escoamento que utiliza o modal ferroviário rumo ao Porto do Itaqui.

Alto Parnaíba: Localizada no extremo sul do estado, na divisa com o Piauí. Destaca-se pela produção de milho em regime de safrinha e por grandes complexos de armazenamento de grãos.

O papel estratégico da rodovia MA-372

Considerada a maior obra de pavimentação da gestão Brandão, apelidada de “rodovia do desenvolvimento”, ela recebeu intervenções fundamentais para o fortalecimento logístico do estado.

Foram implantados e totalmente asfaltados 85 quilômetros de rodovia. O impacto logístico garantido pela nova pavimentação reduz em cerca de 9 horas o tempo de deslocamento das cargas de soja e milho produzidas no sul do estado e no Piauí até o Porto do Itaqui, otimizando o fluxo logístico intermodal e conectando de forma muito mais rápida o agronegócio regional aos navios cargueiros que exportam grãos para o mercado internacional.

A eficiência do novo terminal intermodal dependerá diretamente da infraestrutura rodoviária que alimenta a região. É exatamente aí que entra a importância estratégica da rodovia MA-372.

A rodovia funciona como a principal artéria de captação de carga rodoviária, conectando as fazendas produtoras do interior diretamente ao perímetro urbano e ao Distrito Industrial de Caxias. Sem a pavimentação e a manutenção dessa rota, o transporte de grãos das propriedades até as linhas de trem seria inviabilizado pelo custo do frete e pelo tempo de viagem, tornando a MA-372 o elo físico fundamental entre o campo e os trilhos da Transnordestina.

Destino das Exportações: O Maranhão no Cenário Global

O empreendimento em Caxias ampliará o alcance internacional da produção agrícola do estado, cujo desempenho financeiro anual atinge a casa dos R$ 12,4 bilhões.

A China é a maior compradora do agronegócio maranhense, absorvendo de forma isolada a maior fatia das exportações de soja e grãos do estado. Além do gigante asiático, os carregamentos do agronegócio local abastecem nações da Europa e da própria Ásia, com destaque para a Espanha e a Tailândia como grandes mercados de destino.

O Terminal – Execução e Prazos: Obras Já Estão em Andamento

Ao contrário de projetos que demandam longos períodos de planejamento antes de sair do papel, o Terminal Intermodal Gonçalves Dias já registra avanços físicos. As equipes de engenharia já estão realizando os trabalhos de terraplanagem da área selecionada. A previsão é que o terminal comece a operar de forma integrada às malhas ferroviária e rodoviária nos próximos meses, acelerando as conexões logísticas estaduais.

Capacidade da Estrutura

O volume de transporte previsto é de mais de um milhão de toneladas/ano. A previsão estática é de 130 milhões de toneladas de grãos e 600 mil toneladas de fertilizantes.

O governador Carlos Brandão anunciou que o lançamento da Pedra Fundamental do empreendimento será lançada no próximo dia 01 de agosto, data em que se comemora a adesão de Caxias à liberdade do Brasil.

Retorno Prático para a População Maranhense

O investimento de R$ 300 milhões viabilizado pela parceria público-privada trará impactos socioeconômicos diretos para os moradores da região:

  • Geração de Emprego e Renda: A fase de obras movimenta o setor da construção civil local. A expectativa é de que a operação definitiva do porto seco abrirá centenas de vagas de trabalho diretas e indiretas em logística, operação de maquinário e administração.
  • Capacidade de Escoamento: O centro de produção e logística terá capacidade para movimentar mais de 1 milhão de toneladas de grãos por ano, inserindo Caxias de forma definitiva nas rotas de comércio internacional dominadas pela China e Europa.
  • Atração de Novas Indústrias: A presença de um terminal intermodal reduz custos logísticos de transporte. Isso torna o Distrito Industrial de Caxias altamente competitivo para atrair novas empresas de processamento de alimentos e insumos agrícolas.
  • Barateamento de Insumos: A movimentação local de fertilizantes reduzirá o custo de frete para os produtores agrícolas de médio e pequeno porte da região, aumentando a lucratividade do campo.
  • A Região dos Cocais, liderada por Caxias, Timon e Codó, registra as maiores taxas de crescimento de novas áreas convertidas para a agricultura mecanizada.
  • Toda essa nova produção agrícola do Leste sofria com o “apagão logístico”, dependendo exclusivamente de caminhões por rodovias.
  • Caxias está colada na região metropolitana de Teresina, formando um polo demográfico e consumidor de mais de 1 milhão de pessoas.
  • O terminal não servirá apenas para exportar grãos, mas também para receber e distribuir fertilizantes importados vindos do Porto do Itaqui. Caxias é o centro geográfico perfeito para espalhar esses insumos pelas fazendas do leste maranhense e do Piauí de forma barata.
  • O avanço desse complexo logístico e agroindustrial consolida a estratégia do Governo do Maranhão de descentralizar o desenvolvimento econômico, transformando o município de Caxias em uma potência do agronegócio estadual.

Análise: A Importância Social por Trás do “Boom” da Exportação

À primeira vista, pode parecer que um investimento estrutural de R$ 300 milhões focado em commodities agrícolas beneficie exclusivamente as grandes corporações e os empresários que exportam grãos para a China e Europa. De fato, as tradings e os latifundiários são os primeiros e maiores beneficiados diretos pela redução drástica nos custos do frete ferroviário e rodoviário (pela MA-372). No entanto, o retorno prático e a importância social para a população maranhense ocorrem por meio de um efeito cascata na economia real.

A instalação de um porto seco desse porte promove uma forte interiorização do PIB. O dinheiro gerado nas transações internacionais circula no comércio local, expande a arrecadação de impostos do município e viabiliza investimentos públicos em saúde e educação.

Além disso, a operação definitiva do porto seco abre centenas de vagas de trabalho diretas e indiretas em logística, manutenção, operação de maquinário pesado e administração, gerando empregos de carteira assinada para a juventude local. Por fim, a mesma linha férrea que leva os grãos traz de volta fertilizantes e insumos importados em larga escala. Esse fluxo reduz o preço do adubo na região, permitindo que o pequeno agricultor familiar e os médios produtores locais aumentem sua produtividade e lucratividade, democratizando os benefícios da riqueza do campo.

Balsas terá novo aterro sanitário e Sema participa da entrega da licença de instalação

O destino adequado dos resíduos sólidos e a eliminação dos lixões é uma das políticas ambientais priorizadas pelo Governo do Maranhão. A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema) participou, na terça-feira (13), da assinatura da ordem de serviço e entrega de licença de instalação do segundo aterro sanitário do estado. A cerimônia realizada na cidade de Balsas, onde será instalado o aterro, contou com a presença do governador Carlos Brandão, que anunciou a autorização da obra fortalecendo o seu modelo municipalista de gestão.

Para o secretário do Meio Ambiente, Pedro Chagas, essa é uma resposta concreta à sociedade e aos órgãos de controle, que há anos cobram soluções definitivas para o passivo ambiental dos lixões. “É um avanço histórico na gestão integrada de resíduos sólidos e um compromisso com um futuro melhor, com mais saúde e mais qualidade de vida para a população”. O secretário destacou, ainda, o trabalho eficiente e comprometido dos servidores da Sema com a gestão ambiental responsável e a construção de soluções sustentáveis para os municípios maranhenses.

O empreendimento foi projetado inicialmente para receber 216 toneladas de resíduos por dia e terá capacidade para atender não apenas o município de Balsas, mas também os municípios do entorno, contribuindo para a regionalização da gestão de resíduos sólidos na região sul do estado.

A autorização permite que Balsas encerre de forma legal e segura os lixões existentes, cumprindo as exigências da Política Nacional de Resíduos Sólidos e garantindo segurança ambiental, sanitária e jurídica.

A implantação do aterro marca o primeiro passo do Acordo de Cooperação Técnica Interinstitucional firmado para eliminar os lixões e combater o descarte irregular de resíduos sólidos no estado. O acordo foi assinado no dia 24 de abril, durante o Encontro de Prefeitas e Prefeitos, entre o Governo do Maranhão, o Ministério Público, o Tribunal de Contas do Estado, a Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem) e outras instituições parceiras.

Governo reforça segurança pública no Sul do estado com entrega de aeronave para o Centro Tático Aéreo em Balsas

– Além do novo helicóptero, o CTA de Balsas, que funciona em base improvisada, vai contar com sede moderna, hangar para duas aeronaves e heliponto (Foto: Divulgação)

A Segurança Pública do Maranhão, no Sul do estado, foi reforçada com a entrega, nessa terça-feira (13), de um helicóptero para a base do Centro Tático Aéreo (CTA) em Balsas. A região é uma das principais produtoras de soja do Brasil.

O helicóptero foi entregue pelo governador Carlos Brandão e pelo secretário de Segurança Pública, Maurício Martins. O comandante do CTA, coronel Magno Lima, também participou do ato de entrega, seguido de vistoria das obras do hangar e do heliponto em Balsas.

“Fizemos uma vistoria da obra que está sendo finalizada, a base do CTA em Balsas. Aproveitamos para entregar um helicóptero novinho, que vai fazer a cobertura da segurança de toda essa região sul e o transporte de pacientes em casos de urgência. Temos uma base em São Luís que cobre toda a Grande Ilha e também a região da baixada. Temos outra base do CTA lá em Presidente Dutra, que também faz a segurança na região central e uma base em Imperatriz, que faz a segurança na região oeste do estado. Com isso, nós vamos garantir mais segurança e mais transporte em caso de urgência”, destacou o governador Carlos Brandão.

Com essa entrega, o CTA passa a contar com cinco aeronaves operacionais — distribuídas entre as bases de São Luís, Imperatriz, Presidente Dutra e, agora, Balsas —, cobrindo os 217 municípios do estado.O novo helicóptero em Balsas reforçará ainda mais o trabalho integrado das forças de segurança na região, onde se concentra o principal polo do agronegócio do estado.

“Esse investimento reafirma o compromisso do governador Carlos Brandão com a valorização das regiões estratégicas para o desenvolvimento do estado. A nova aeronave e a base moderna vão ampliar significativamente a capacidade de resposta das forças de segurança, trazendo mais proteção e eficiência para a população do Sul do Maranhão”, destaca o secretário de Segurança Pública, Maurício Martins.

A aeronave possui capacidade para múltiplas finalidades e está equipada para atender a diferentes tipos de missão — incluindo patrulhamento policial, transporte de pacientes, combate a incêndios e operações de busca e salvamento. Com autonomia de voo superior a três horas, tem capacidade para transportar até seis pessoas, além de uma carga útil de até 1.000 kg.

O helicóptero também conta com gancho para transporte externo, farol de busca, sistema para combate a incêndios com reservatório (bambi bucket) de 500 litros e possibilidade de instalação de maca para resgates médicos.

Além de agilizar o deslocamento de equipes, a nova aeronave será essencial no apoio a ações integradas com o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar, a Polícia Civil e outros serviços de emergência.

Hangar e heliponto

Além do novo helicóptero, o CTA de Balsas contará com uma base própria e moderna. Com área construída de quase 900 metros quadrados, incluindo um hangar com capacidade para dois helicópteros, a nova sede em Balsas terá alojamentos, banheiros, cozinha, despensa, oficinas, salas de atendimento, coordenação, reuniões e operações, além de um auditório. Fora dessa área, está sendo construído também um heliponto. A inauguração de toda a estrutura está prevista para o segundo semestre deste ano.

A obra está sendo executada pelo Governo do Maranhão com recursos próprios e contrapartidas financeiras provenientes de Acordos de Não Persecução Penal (ANPPs), celebrados pela 4ª Vara do Judiciário de Balsas em colaboração com o Ministério Público do Maranhão, a Defensoria Pública Estadual e a OAB. Também há participação da iniciativa privada, por meio de doações.

Os ANPPs são instrumentos legais criados pela Lei nº 13.964/2019, que permitem ao investigado, em casos específicos de menor gravidade, evitar a ação penal mediante o cumprimento de condições, como a prestação pecuniária a entidades públicas ou de interesse social. Esses acordos são propostos pelo Ministério Público, com participação do investigado e de seu defensor, e passam por homologação judicial. Quando cumpridos integralmente, resultam na extinção da punibilidade, ao mesmo tempo em que viabilizam investimentos em áreas prioritárias para a sociedade.

Governo do Estado prestigia evento para desenvolvimento rural no Maranhão e no Brasil

– Maranhão está sediando a 66ª Assembleia Geral Ordinária da Asbraer (Foto: Gilson Teixeira)

O governador do Maranhão, Carlos Brandão, prestigiou nesta quinta-feira (7) o segundo dia de programação da 66ª Assembleia Geral Ordinária da Associação Brasileira das Entidades de Assistência Técnica e Extensão Rural, Pesquisa Agropecuária e Regularização Fundiária (Asbraer), no Blue Tree Towers Hotel, em São Luís.

Com parceria do Governo do Maranhão, através da Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Agerp), o evento organizado pela Asbraer abordou temas como inovação tecnológica no campo, políticas de crédito, assistência técnica, sustentabilidade e ações para melhoria da qualidade de vida dos agricultores familiares.

O presidente da Agerp, Sandro Montenegro, explicou que desde a candidatura do Maranhão em março deste ano para sediar o evento até a realização da assembleia esta semana, a gestão estadual tem se empenhado em apoiar a ação. O evento mobiliza referências de todo o país para a discussão de tecnologias a serem empregadas na área da assistência técnica e extensão rural (Ater).

“O governador tem sido muito parceiro e aberto portas para a Asbraer, o que nos ajudou a promover esses debates e essa assembleia aqui no estado. Esse momento traz discussões entre as agências de Ater e incrementação de tecnologias através de projetos implementados em outros locais do país. A partir daqui podemos traçar estratégias de acordo e cooperação técnica, além de parcerias para, conjuntamente, fazer diferença na vida dos agricultores familiares do nosso país”, detalhou Sandro Montenegro.

Segundo o presidente da Asbraer, Luciano Brandão, a assembleia é um espaço de extrema importância para debater estratégias, compartilhar experiências e fortalecer políticas públicas voltadas para o desenvolvimento da agricultura familiar. Para isso, a assembleia reúne representantes de órgãos estaduais e de entidades voltadas ao desenvolvimento rural de diversas regiões do Brasil.

“Esse evento discute essa política pública importante para os agricultores familiares que é a extensão rural. A participação do governador Carlos Brandão foi essencial com a troca de experiências sobre o que está acontecendo de bom aqui no Maranhão para outras associadas, assim como outras experiências das associadas também foram compartilhadas com o Governo do Maranhão”, frisou.

Luciano Brandão também ressaltou o apoio solicitado ao governador Carlos Brandão, e que foi atendido, de ajudar na mobilização da bancada federal maranhense para a aprovação do projeto de lei do Sistema Unificado de Assistência Técnica e Extensão Rural (Suater) que permitirá a criação de uma empresa pública e mais recursos para a área, impactando positivamente a agricultura familiar.

A diretora-executiva da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), Loroana Santana, afirmou que de quarta-feira (6), dia em que começou o evento, até esta sexta-feira (8), data de encerramento, São Luís se torna a capital brasileira de assistência técnica e extensão rural concentrando as maiores referências da área, incluindo as agências estaduais de Ater de todo o país, além de representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

“Todos estão em conjunto falando sobre a valorização da assistência técnica e a importância dos profissionais que estão em campo assessorando os nossos agricultores familiares. É um momento importante e entendemos que o Maranhão é um dos estados mais rurais do Brasil e que tem um grande efetivo de agricultores familiares, que precisam cada vez mais de acompanhamento. Estamos aqui para trazer esse incentivo do presidente Lula e do ministro Paulo Teixeira a esse novo momento do país que é de valorização da agricultura familiar”, destacou.

O assessor especial do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Thiago Borges, lembrou da capilaridade do evento que conecta todo o país na busca de inovação e superação de desafios na produção no campo.

“Esse evento da Asbraer faz uma conexão com o Brasil inteiro de troca de experiências e mostra as necessidades que os extensionistas encontram todos os dias no seu trabalho de campo. Isso vem fortalecer o trabalho da Ater pública que o homem do campo e toda a agricultura familiar precisa, especialmente os menos favorecidos”, observou.

A 66ª Assembleia Geral Ordinária da Asbraer promove debates técnicos com a participação de representações de todas as unidades federativas do país sobre assistência técnica e extensão rural, pesquisa agropecuária e regularização fundiária, obtenção de convênios junto a órgãos federais, visitas técnicas para troca de experiência, além de experiências culturais e de turismo rural de base comunitária, dentre outras ações.