São Luís lidera ranking das Melhores Cidades do Brasil no Nordeste, segundo Veja

São Luís foi reconhecida como a Cidade Campeã da Região Nordeste no segmento de Comércio Exterior do ranking “As Melhores Cidades do Brasil”, da revista Veja Negócios, edição julho de 2026. O município também é destaque em outros segmentos: Empresas e Negócios  e Qualidade de Vida. O estudo concluiu ainda que a cidade possui o maior IDH e a menor taxa de crimes violentos entre as capitais nordestinas, além de indicadores sólidos em saúde, renda e emprego.

Segundo a Secretaria Municipal de Fazenda (Semfaz), São Luís conta com 105.638 empresas cadastradas, com destaque para os setores de saúde, construção civil, serviços portuários e apoio técnico. Com uma população de aproximadamente 1,1 milhão de pessoas e um PIB de R$ 42 bilhões, São Luís apresenta um PIB per capita de cerca de R$ 40 mil.

A Veja Negócios acentuou que a economia do município é diversificada e robusta. E o trabalho da Prefeitura de São Luís, ao elaborar o plano diretor, reduzindo a burocracia e garantindo segurança jurídica, propiciou um ambiente de negócios cada vez mais favorável, com atração de investimento para a cidade.

A matéria pontuou que, em São Luís, está instalada a sede do Grupo Mateus, terceira maior rede de supermercados do Brasil, com faturamento anual de R$ 31 bilhões. O setor de serviços é o que mais gera renda e empregos na cidade, responsável por mais de 60% da atividade econômica. As maiores empresas contribuintes são o Hospital São Domingos, UDI Hospital, Vale, Alumar, Bunge e Suzano, com a contratação de terceirizados.

A revista destacou que a posição geográfica estratégica faz de São Luís a capital brasileira mais próxima da Europa e dos Estados Unidos. Essa característica, somada ao Porto do Itaqui, um dos mais profundos do país, transforma a cidade em um centro de distribuição essencial para importação e exportação. O Porto do Itaqui é responsável por escoar boa parte da produção de grãos e minérios do Centro e Norte do Brasil, incluindo produtos da Serra dos Carajás e da região do Matopiba. Em agosto de 2025, o terminal bateu recorde mensal ao movimentar 3,85 milhões de toneladas de cargas.

O fomento ao empreendedorismo é uma prioridade da gestão municipal. Com o maior contrato individual com o Sebrae no país, a Prefeitura executa dezenas de iniciativas que qualificam, financiam e formalizam pequenos negócios. Mais de 40 projetos simultâneos são realizados anualmente envolvendo empreendedorismo, geração de renda e economia solidária. Programas como o “São Luís + Empreendedora”, “Inova São Luís” e “Impacta + São Luís” criam diversas oportunidades aos empreendedores da cidade. Esses programas têm ampliado o acesso a crédito, capacitação e novos mercados, fortalecendo a base da economia local e gerando renda nas comunidades.

Na matéria sobre São Luís, a Veja Negócios finalizou texto ressaltando a força do turismo e lembrou que a capital do Maranhão preserva um dos maiores conjuntos arquitetônicos do Brasil. O Centro Histórico, coração pulsante da identidade coletiva dos ludovicenses, com mais de 5.000 edifícios entre igrejas barrocas e casarões, é reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco. A arquitetura da cidade reflete a colonização portuguesa e a passagem holandesa no século XVII.

Para a prefeita Esmênia Miranda, o reconhecimento da Veja Negócios reforça o trabalho da gestão municipal para atrair investimentos, gerar emprego e renda, melhorar a vida da população e preservar o patrimônio histórico.

“Os resultados mostram a evolução de São Luís em pilares fundamentais para o desenvolvimento urbano. A boa colocação demonstra que a cidade avança de forma consistente na geração de oportunidades e na melhoria da qualidade de vida. Seguimos trabalhando para firmar São Luís como uma cidade conectada com o mundo, com oportunidades para todos e orgulho de sua história. O nosso objetivo será sempre ficar no topo do ranking”, disse a prefeita Esmênia Miranda, que é graduada em História e Geografia pela Universidade Estadual do Maranhão e mestra em História pela Universidade Federal do Maranhão. Ela é a quarta prefeita em quatro séculos de fundação da cidade de São Luís.

Antes de assumir a gestão municipal, atuou como professora, guia de turismo e servidora pública da Polícia Militar do Maranhão, onde trabalhou em áreas de segurança e apoio social.

Com trajetória marcada pela educação e pelo serviço público, foi professora de História no Colégio Militar Tiradentes e, em 2020, foi eleita vice-prefeita de São Luís. Em 2021 assumiu também a Secretaria Municipal de Educação. Reeleita em 2024, há pouco mais de dois meses está à frente da Prefeitura de São Luís.

A gestão da prefeita tem como pilares a escuta, a construção coletiva e políticas públicas voltadas para educação, geração de renda e inclusão.

São Luís no ranking Veja Negócios 2026 – Nordeste

Comércio Exterior: 1ª posição

Indicadores Sociais: 2ª posição

Empresas e Negócios: 3ª posição

Renda e Emprego: 3ª posição

Saúde: 4ª posição

Qualidade de Vida: 4ª posição

*Fonte: Revista Veja Negócios, julho de 2026. Páginas 80 e 81.

Reunião no Palácio dos Leões sela parceria para o fortalecimento do agronegócio no Maranhão

A MA-372 e o Terminal Intermodal Gonçalves Dias reforçam o compromisso que o governo Brandão possui com a exportação de grãos no estado

O governador Carlos Brandão anunciou uma das maiores iniciativas voltadas à infraestrutura logística e ao fortalecimento do agronegócio na região leste do estado. Em reunião realizada no Palácio dos Leões com representantes da Ferrovia Transnordestina Logistica (FTL), o governo estadual firmou compromisso para a construção do Terminal Intermodal Gonçalves Dias, um porto seco voltado para o agronegócio que receberá investimentos privados estimados em R$ 300 milhões.

O empreendimento conta com a parceria estratégica da concessionária ferroviária Transnordestina. A estrutura funcionará como um hub receptor e distribuidor de grãos e fertilizantes, gerando um impacto imediato no escoamento produtivo de toda a Região dos Cocais.

Foco no Complexo de Grãos e o Mercado Produtor

O novo terminal intermodal atenderá prioritariamente o setor de grãos — com foco absoluto na soja e no milho —, que representa a principal força motriz do agronegócio do Maranhão. Atualmente, a dupla soja e milho responde por 90% de toda a atividade agrícola comercial do estado.

Esse mercado é liderado por empresários de médio e grande porte integrados às cadeias tecnológicas de alta produtividade. Estima-se que mais de 65% da área cultivada do Maranhão seja dominada exclusivamente por produtores de soja. O novo polo de Caxias funcionará como um agregador de valor para esses empresários agrícolas, além de facilitar a inserção de novos investidores na fronteira do leste maranhense.

As exportações de grãos (soja e milho) produzidos no Maranhão são lideradas por megaempresas de originação agrícola e tradings estruturadas na região do MATOPIBA, que operam principalmente no escoamento através do Porto do Itaqui (Terminal de Grãos do Tegram).

As cinco principais empresas e empresários líderes na produção e exportação de soja e milho a partir do solo maranhense são:

1) José Antônio Gorgen (“Zezão”) / Grupo Risa S/A: É considerado o maior produtor e originador de soja do Maranhão. Com sede em Balsas (MA), a Risa S/A controla dezenas de milhares de hectares de plantações no estado, fornecendo grãos diretamente para tradings globais que abastecem o mercado chinês.

2) Grupo São José Agro: Uma das principais potências de capital local que impulsiona o protagonismo do Maranhão no comércio internacional. O grupo possui forte infraestrutura voltada para a produção de larga escala, logística interna e armazenagem de grãos para atender a alta demanda asiática.

3) Grupo Giacomin: Consolida-se entre os maiores produtores do agronegócio maranhense. Produz anualmente mais de 100 mil toneladas de soja e dezenas de milhares de toneladas de milho voltadas para o circuito de exportação intercontinental.

4) ALZ Grãos (Amaggi, Louis Dreyfus Company e Zen-Noh): Consórcio estratégico com forte atuação corporativa e de investimentos no Maranhão. Ela atua como uma operadora unificada que compra os grãos dos produtores maranhenses e lidera os embarques físicos nos navios de exportação do Porto do Itaqui.

5) VLI Logística: Controla terminais integrados fundamentais para o escoamento maranhense. O grupo expandiu massivamente suas capacidades logísticas no estado, obtendo habilitação alfandegária específica para enviar o milho maranhense diretamente rumo à China.

Centros do Agronegócio Maranhense

As cinco cidades líderes em produção e volume financeiro do agronegócio maranhense são:

Balsas: É a maior produtora isolada do estado e a principal potência econômica do sul maranhense. A cidade lidera tanto a produção de soja quanto a de milho, abrigando as sedes das grandes empresas regionais e multinacionais do setor.

Tasso Fragoso: Possui uma das maiores áreas territoriais plantadas do estado. O município destaca-se pela alta produtividade por hectare e pelo forte investimento tecnológico em lavouras de grande escala.

Sambaíba: Vizinha de Balsas, a cidade expandiu massivamente suas áreas de cultivo nos últimos anos. Tornou-se um polo essencial na originação de grãos voltados diretamente para o comércio exterior.

Riachão: Apresenta forte protagonismo na produção de grãos e sementes selecionadas. A produção local abastece a cadeia de escoamento que utiliza o modal ferroviário rumo ao Porto do Itaqui.

Alto Parnaíba: Localizada no extremo sul do estado, na divisa com o Piauí. Destaca-se pela produção de milho em regime de safrinha e por grandes complexos de armazenamento de grãos.

O papel estratégico da rodovia MA-372

Considerada a maior obra de pavimentação da gestão Brandão, apelidada de “rodovia do desenvolvimento”, ela recebeu intervenções fundamentais para o fortalecimento logístico do estado.

Foram implantados e totalmente asfaltados 85 quilômetros de rodovia. O impacto logístico garantido pela nova pavimentação reduz em cerca de 9 horas o tempo de deslocamento das cargas de soja e milho produzidas no sul do estado e no Piauí até o Porto do Itaqui, otimizando o fluxo logístico intermodal e conectando de forma muito mais rápida o agronegócio regional aos navios cargueiros que exportam grãos para o mercado internacional.

A eficiência do novo terminal intermodal dependerá diretamente da infraestrutura rodoviária que alimenta a região. É exatamente aí que entra a importância estratégica da rodovia MA-372.

A rodovia funciona como a principal artéria de captação de carga rodoviária, conectando as fazendas produtoras do interior diretamente ao perímetro urbano e ao Distrito Industrial de Caxias. Sem a pavimentação e a manutenção dessa rota, o transporte de grãos das propriedades até as linhas de trem seria inviabilizado pelo custo do frete e pelo tempo de viagem, tornando a MA-372 o elo físico fundamental entre o campo e os trilhos da Transnordestina.

Destino das Exportações: O Maranhão no Cenário Global

O empreendimento em Caxias ampliará o alcance internacional da produção agrícola do estado, cujo desempenho financeiro anual atinge a casa dos R$ 12,4 bilhões.

A China é a maior compradora do agronegócio maranhense, absorvendo de forma isolada a maior fatia das exportações de soja e grãos do estado. Além do gigante asiático, os carregamentos do agronegócio local abastecem nações da Europa e da própria Ásia, com destaque para a Espanha e a Tailândia como grandes mercados de destino.

O Terminal – Execução e Prazos: Obras Já Estão em Andamento

Ao contrário de projetos que demandam longos períodos de planejamento antes de sair do papel, o Terminal Intermodal Gonçalves Dias já registra avanços físicos. As equipes de engenharia já estão realizando os trabalhos de terraplanagem da área selecionada. A previsão é que o terminal comece a operar de forma integrada às malhas ferroviária e rodoviária nos próximos meses, acelerando as conexões logísticas estaduais.

Capacidade da Estrutura

O volume de transporte previsto é de mais de um milhão de toneladas/ano. A previsão estática é de 130 milhões de toneladas de grãos e 600 mil toneladas de fertilizantes.

O governador Carlos Brandão anunciou que o lançamento da Pedra Fundamental do empreendimento será lançada no próximo dia 01 de agosto, data em que se comemora a adesão de Caxias à liberdade do Brasil.

Retorno Prático para a População Maranhense

O investimento de R$ 300 milhões viabilizado pela parceria público-privada trará impactos socioeconômicos diretos para os moradores da região:

  • Geração de Emprego e Renda: A fase de obras movimenta o setor da construção civil local. A expectativa é de que a operação definitiva do porto seco abrirá centenas de vagas de trabalho diretas e indiretas em logística, operação de maquinário e administração.
  • Capacidade de Escoamento: O centro de produção e logística terá capacidade para movimentar mais de 1 milhão de toneladas de grãos por ano, inserindo Caxias de forma definitiva nas rotas de comércio internacional dominadas pela China e Europa.
  • Atração de Novas Indústrias: A presença de um terminal intermodal reduz custos logísticos de transporte. Isso torna o Distrito Industrial de Caxias altamente competitivo para atrair novas empresas de processamento de alimentos e insumos agrícolas.
  • Barateamento de Insumos: A movimentação local de fertilizantes reduzirá o custo de frete para os produtores agrícolas de médio e pequeno porte da região, aumentando a lucratividade do campo.
  • A Região dos Cocais, liderada por Caxias, Timon e Codó, registra as maiores taxas de crescimento de novas áreas convertidas para a agricultura mecanizada.
  • Toda essa nova produção agrícola do Leste sofria com o “apagão logístico”, dependendo exclusivamente de caminhões por rodovias.
  • Caxias está colada na região metropolitana de Teresina, formando um polo demográfico e consumidor de mais de 1 milhão de pessoas.
  • O terminal não servirá apenas para exportar grãos, mas também para receber e distribuir fertilizantes importados vindos do Porto do Itaqui. Caxias é o centro geográfico perfeito para espalhar esses insumos pelas fazendas do leste maranhense e do Piauí de forma barata.
  • O avanço desse complexo logístico e agroindustrial consolida a estratégia do Governo do Maranhão de descentralizar o desenvolvimento econômico, transformando o município de Caxias em uma potência do agronegócio estadual.

Análise: A Importância Social por Trás do “Boom” da Exportação

À primeira vista, pode parecer que um investimento estrutural de R$ 300 milhões focado em commodities agrícolas beneficie exclusivamente as grandes corporações e os empresários que exportam grãos para a China e Europa. De fato, as tradings e os latifundiários são os primeiros e maiores beneficiados diretos pela redução drástica nos custos do frete ferroviário e rodoviário (pela MA-372). No entanto, o retorno prático e a importância social para a população maranhense ocorrem por meio de um efeito cascata na economia real.

A instalação de um porto seco desse porte promove uma forte interiorização do PIB. O dinheiro gerado nas transações internacionais circula no comércio local, expande a arrecadação de impostos do município e viabiliza investimentos públicos em saúde e educação.

Além disso, a operação definitiva do porto seco abre centenas de vagas de trabalho diretas e indiretas em logística, manutenção, operação de maquinário pesado e administração, gerando empregos de carteira assinada para a juventude local. Por fim, a mesma linha férrea que leva os grãos traz de volta fertilizantes e insumos importados em larga escala. Esse fluxo reduz o preço do adubo na região, permitindo que o pequeno agricultor familiar e os médios produtores locais aumentem sua produtividade e lucratividade, democratizando os benefícios da riqueza do campo.

Porto do Itaqui recebe fiscais da Antaq para intercâmbio de práticas e aprimoramento de fiscalização

O Porto do Itaqui recebeu mais de 40 fiscais da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), vindos de várias regiões do Brasil para uma visita de capacitação. O objetivo foi apresentar as práticas de fiscalização conduzidas pela Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap) nas áreas de operações, meio ambiente, arrendamento e segurança do trabalho.

Esta troca de experiências visa fortalecer o conhecimento técnico dos fiscais da agência, contribuindo para a uniformização dos padrões de fiscalização portuária no país. “A oportunidade de compartilhar nossa abordagem em fiscalização é um momento de crescimento coletivo, onde fortalecemos nossa atuação como comunidade portuária”, destacou Hibernon Marinho, diretor de operações do Porto do Itaqui.

Segundo a Antaq, essa visita faz parte de um curso anual de capacitação, que é realizado desde 2014. “Todo ano, após a parte teórica, temos uma etapa prática, onde visitamos portos organizados para que nossos fiscais tenham contato direto com diferentes tipos de operações”, explicou Alexandre Homero Florambel, superintendente de Fiscalização da Antaq.

O superintendente enfatizou que essas visitas são essenciais para o desenvolvimento dos fiscais, já que permitem conhecer operações específicas de cada porto. “Um fiscal que atua em Santos, por exemplo, pode não ter contato com operações de minério de ferro, que são frequentes aqui no Itaqui. Esse tipo de intercâmbio agrega conhecimento e aprimora a fiscalização em todos os portos”, afirmou.

Além disso, Marcelo Castelo de Carvalho, chefe da Unidade Regional de Solaris da Antaq, ressaltou a importância de a fiscalização estar próxima das operações. “Nossa agência reguladora visa dar estabilidade ao setor portuário, assegurando que serviços sejam prestados com qualidade e regularidade. Conhecer as boas práticas do Itaqui amplia o alcance da nossa ação regulatória”, comentou Marcelo.

A visita ao Porto do Itaqui também permitiu que os fiscais observassem a infraestrutura portuária em ação e entendessem melhor o papel estratégico do porto para o desenvolvimento regional e nacional. “A atuação conjunta entre portos e fiscais fortalece a capacidade de fiscalização da Antaq e garante que os serviços portuários sejam oferecidos de forma eficiente e segura para a sociedade”, concluiu Florambel.