Porto do Itaqui e Marinha do Brasil discutem fortalecimento da segurança da navegação (Foto: Divulgação)
Com o objetivo de alinhar diretrizes e fortalecer a parceria institucional entre o Porto do Itaqui e a Marinha do Brasil, a Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap) realizou uma reunião com o Comandante do 4º Distrito Naval, Almirante Batista.
Durante o encontro, foram discutidos posicionamentos convergentes para a formalização de Acordos de Cooperação Técnica, voltados ao fortalecimento da segurança da navegação e ao desenvolvimento estratégico do estado do Maranhão.
Representando a Emap, participaram da reunião o Diretor de Engenharia e Manutenção, Marcel Santos, e o Gerente do Vessel Traffic Service (VTS), Alexandre Gomes.
– Emap – Porto do Itaqui é destaque em evento da revista Exame (Foto: Divulgação)
Para falar da importância do Porto do Itaqui no agronegócio, a Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap) esteve presente no Exame Fórum Nordeste, evento que reuniu governantes, líderes corporativos e economistas na última quarta-feira (20), em São Paulo (SP). O objetivo foi discutir cenários econômicos, desafios e oportunidades da região Nordeste.
Na oportunidade, a Emap participou do painel “O lado agro do Nordeste e seu papel na economia”, destacando os planos de avanço do porto voltados à expansão de infraestrutura portuária e terminais estruturantes na importação de fertilizantes, exportação das commodities agrícolas, como o Itaqui tem sido usado de forma estratégica na região, além de falar de outros negócios da hinterlândia do porto.
“Voltados ao agro há três berços com capacidade para navios Panamax no Itaqui, navios que chegam a 77 mil toneladas. Essa característica faz toda a diferença. Temos ainda a multimodalidade que nos interliga, também por ferrovia, à terceira e última grande fronteira agrícola do país, que é a região MATOPIBA”, explicou a gerente de planejamento da Emap, Luciana Kuzolitz, referindo-se ao enclave formado pelo Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.
Outro ponto destacado pela gerente foi em relação à gestão de produtividade do porto que, aliada à pujança do mercado, quebrou paradigmas. Hoje, os berços especializados do Itaqui chegam a movimentar 8 milhões de toneladas de grãos. Dessa forma, os investimentos que o porto realiza e atrai vem da lógica de uma gestão integrada a bons projetos, da inteligência de seus clientes e da orientação para o mercado.
“Os nossos berços de atracação têm uma ocupação bastante alta. Por isso, a ampliação da infraestrutura portuária é essencial. A necessidade do Brasil hoje não é só investimento no porto, mas, sobretudo, investimento a longo prazo em ferrovias, rodovias e em polos concentradores de carga para que essas produções tenham espaços de armazenamento e, com competitividade, sejam levadas até o porto”, finalizou Kuzolitz.
Além da Emap, participaram das discussões do painel: César Rezende, repórter de agro da Exame; Luiz Sérgio Farias Machado, superintendente de agronegócio e microfinanças rurais do Banco do Nordeste; Bruno Wanderlei de Freitas, sócio e economista sênior da Datagro; e Marco Aurélio Bomfim, sócio da Embrapa Maranhão.
Em pronunciamento na tribuna da Câmara, o deputado Hildo Rocha (MDB) repercutiu a importância da construção da Inpasa, no município de Balsas, no Sul do Maranhão. A Inpasa, maior biorrefinaria de grãos da América Latina, tem como matérias-primas o milho e o sorgo, usados na produção de biocombustíveis e de óleos vegetais.
“Com a inauguração de uma moderna planta industrial da Inpasa, no município de Balsas, no sul do Estado, inicia-se um novo capítulo na história econômica do Maranhão”, enfatizou o parlamentar.
Geração de empregos
Hildo Rocha destacou que a biorrefinaria instalada em Balsas tem capacidade de processar 2 milhões de toneladas de milho e sorgo por ano, produzindo anualmente cerca de 925 milhões de litros de etanol, 490 mil toneladas de DDGS (produto para nutrição animal) e 47 mil toneladas de óleo vegetal e opera com o conceito de economia circular e com sistema de cogeração de energia a partir de biomassa, garantindo eficiência e sustentabilidade.
“Durante a fase de implantação foram gerados mais de 3 mil empregos e só na operação da indústria mais de 500 colaboradores já atuam. A expectativa é de que pelo menos 10 mil empregos indiretos serão criados em poucos meses”, destacou o parlamentar.
Apoio do governador Carlos Brandão
De acordo com Hildo Rocha a instalação em Balsas de uma unidade da maior biorrefinaria da América Latina é resultado da visão e do esforço do governador Carlos Brandão.
“Ele foi atrás desta empresa lá do Mato Grosso, para que ela se instalasse no Maranhão, e deu todas as condições necessárias para que isso acontecesse. Tudo que precisava, ele fez, para que essa indústria se instalasse no Maranhão”, disse Hildo Rocha.
Impactos positivos confirmam acerto do governo maranhense
Rocha enfatizou que os impactos positivos decorrentes da iniciativa do governador Carlos Brandão já podem ser mensurados.
“Só nos primeiros sete meses desse ano mil novas empresas já registraram CNPJ com endereço na cidade de Balsas, graças a instalação dessa indústria. E a tendência é que criadores de suínos, bovinos e frangos também se instalem no município porque a oferta de ração vai aumentar e os preços do principal insumo para a criação de animais, sem o custo do transporte, em Balsas e região certamente irão ser um atrativo à parte”, afiançou Hildo Rocha.
O Brasil está no centro das discussões sobre mudanças climáticas em 2025 , já que em novembro a cidade de Belém (PA) recebe a 30ª Conferência das Partes da ONU sobre Mudança do Clima (COP30). Como preparativo para o evento, São Luís sediou, nesta segunda-feira (4), uma das etapas regionais da Jornada COP+. O encontro aconteceu na Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema), bairro Cohama, e contou com a presença do governador Carlos Brandão.
A Jornada COP+ é uma iniciativa que articula governos estaduais, setor produtivo e sociedade civil da Amazônia Legal na preparação para a COP30. Em São Luís o evento foi organizado pela Fiema em uma ação que integrou a iniciativa da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa), idealizada pela agência Temple, em parceria com o Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal (CAL) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
O encontro, realizado em São Luís nesta segunda-feira (4), buscou consolidar propostas concretas para uma transição justa e um legado de desenvolvimento sustentável para a região, a serem apresentadas durante o evento internacional que ocorrerá em novembro na capital paraense.
Durante o evento, o governador Carlos Brandão destacou as propostas que o Maranhão apresentará na COP 30 com foco na transição energética sustentável. “Na área de grandes investimentos, temos dois exemplos recentes: a distribuição de gás por meio de dutos do Porto do Itaqui para a Vale, que vai reduzir em 20% a emissão de gás carbônico nas operações, e a implantação da Inpasa, em Balsas, uma empresa de processamento de etanol à base de milho. São duas experiências de desenvolvimento econômico sustentável que estão dando certo aqui no Maranhão”, informou Brandão.
O governador maranhense também frisou que vai aproveitar a COP30 para buscar novos investimentos internacionais para projetos de proteção ambiental. “Vamos apresentar na COP 30 nossos projetos ambientais em busca de novas parcerias. Temos aqui o projeto Terra para Elas, um projeto muito bem elaborado junto com a ONU. Em junho, participamos da Semana de Ação Climática, em Londres, na Inglaterra, e fechamos uma parceria com o Mercuria Energy Group para investir 100 milhões de dólares em nossos programas ambientais”, afirmou.
Em São Luís, a Jornada COP+ reuniu representantes do governo do Maranhão, lideranças empresariais, técnicos do Sistema Indústria (SESI, SENAI e IEL), especialistas e organizações da sociedade civil.
Papel do Maranhão na pauta climática global
Para Edílson Baldez, presidente da Fiema e vice-presidente da Ação Pró-Amazônia, o encontro representa uma oportunidade para o Maranhão consolidar seu papel na pauta climática global. “Caminhando para a COP30, é fundamental mostrarmos que é possível crescer com responsabilidade ambiental, inovação e inclusão social. Este encontro é mais uma oportunidade para alinharmos ações que fortaleçam uma economia de baixo carbono, gerem emprego e valorizem a nossa biodiversidade”, avaliou. Já para Alex Carvalho, presidente da Fiepa e idealizador da Jornada COP+, a etapa regional é vista como um passo importante para a região. “Os estados da Amazônia Legal estão em posição estratégica para influenciar a agenda climática global e fortalecer parcerias internacionais. Por isso, é essencial unir governos e setor produtivo para consolidar políticas que garantam um desenvolvimento sustentável para além da COP30”, pontuou.
A programação da Jornada COP+ contou com palestras, painéis e oficinas técnicas que abordaram temas como justiça climática, financiamento climático, uso da terra, regularização ambiental e transição energética. Também foi realizada a palestra magna com Marcello Brito, secretário executivo do Consórcio Amazônia Legal, sobre os legados da COP30 para a região. “Aqui em São Luís estamos debatendo as potencialidades da Amazônia Legal, discutindo os desafios dessa região, tentando elaborar os possíveis legados da COP30 para toda a região. Ao fim desse dia de trabalho, será elaborada a Carta do Maranhão, que se somará a outros documentos com as diversas propostas que serão entregues ao presidente da COP30, em Belém”, explicou Marcello Brito.
Carta do Maranhão
A Carta do Maranhão, documento que reúne diretrizes específicas do estado para a COP30, será integrada ao relatório final do projeto Territórios Amazônicos Rumo à COP30 e Construção de Legados, que reunirá contribuições dos nove estados da Amazônia Legal – Pará, Roraima, Amapá, Amazonas, Acre, Rondônia, Tocantins, Maranhão e Mato Grosso – para encaminhamento à Sustainable Business COP (SB COP), iniciativa internacional da CNI.
O secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais, Pedro Chagas, afirmou que a Jornada COP+ realizada em São Luís trará muitos resultados positivos para os estados participantes. “Um dos pontos mais importantes desse encontro de hoje é tirar da mesa de debates a dicotomia de que proteção ambiental e desenvolvimento industrial são temas antagônicos. O que é preciso é incentivar o desenvolvimento sustentável. E isso só é possível reunindo os agentes públicos, a sociedade civil, pesquisadores e a indústria. E foi justamente o que fizemos hoje”, comentou Pedro Chagas.
A Jornada COP+ também contou com o apoio da Ação Pró-Amazônia, Sesi, Senai, IEL, Instituto Amazônia+21, Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR). O projeto tem como patrocinadores a Vale e a Guamá Tratamento de Resíduos.
– Brandão participa da inauguração da Inpasa em Balsas (Foto: Gilson Teixeira)
O Brasil reafirma sua posição entre os maiores produtores mundiais de etanol de grãos com a inauguração da biorrefinaria da Inpasa em Balsas, no sul do Maranhão. A inauguração oficial da unidade aconteceu nesta sexta-feira (1º), ampliando significativamente a presença do Nordeste no mapa agroenergético brasileiro.
A biorrefinaria tem capacidade de processar 2 milhões de toneladas de milho e sorgo por ano, produzindo anualmente cerca de 925 milhões de litros de etanol, 490 mil toneladas de DDGS (produto para nutrição animal) e 47 mil toneladas de óleo vegetal. A planta também opera com o conceito de economia circular e com sistema de cogeração de energia a partir de biomassa, garantindo eficiência e sustentabilidade.
Construído em tempo recorde, o empreendimento integra a estratégia nacional de transição energética e gerou mais de 4.500 empregos diretos e indiretos na fase de obras e emprega atualmente mais de 500 funcionários, priorizando mão de obra local.
O governador do Maranhão, Carlos Brandão, ressaltou que “a parceria com a Inpasa, com o apoio irrestrito do governo federal, além de ser um marco no setor agroenergético do Brasil, representa esperança para os jovens de Balsas e da região sul do estado”.
E reforçou: “Temos como prioridade a geração de emprego e renda. Para atrair esse investimento, nós liberamos todos os impostos para ser atrativo. Nós abrimos as portas e demos segurança jurídica, abrimos mãos dos impostos em prol do sustento da região. Toda política pública só faz sentido se melhora a vida de quem mais precisa”.
O prefeito de Balsas, Alan Douglas de Oliveira, também frisou que a implantação da unidade dinamiza serviços, comércio e logística no município, impulsionando o desenvolvimento da região, gerando empregos e atraindo novos empreendimentos.
“Um dia histórico poder estar participando, como prefeito, da inauguração da Inpasa, essa grande indústria. A gente fica muito feliz de hoje inaugurar essa indústria que não só gera emprego, que gera desenvolvimento e que gera receita, como atrai novos investimentos para o nosso município, para a nossa região.
Transformação econômica na fronteira do Matopiba
Fundada em 2006 no Paraguai e presente no Brasil desde 2018, a empresa é hoje a maior biorrefinaria de etanol de grãos da América Latina. Com a nova planta, passa a operar sete unidades industriais, sendo cinco no Brasil – Sinop e Nova Mutum (MT), Sidrolândia, Dourados (MS) e Balsas (MA) – e duas no Paraguai – Nova Esperança e São Pedro –, além de uma nova unidade em construção em Luís Eduardo Magalhães (BA).
Segundo o presidente da Inpasa, Eder Odvar Lopes, a escolha de Balsas levou em conta a alta produtividade agrícola da região e sua vocação logística. “Acreditamos no potencial do Matopiba como nova fronteira agroenergética. Esta fábrica representa um vetor de transformação econômica e social para todo o sul do Maranhão e demonstra nossa confiança no país”, afirmou o executivo.
Para o agrônomo e produtor rural Marcelo Kappes, que atua em Balsas no setor agropecuário, a abertura da biorrefinaria na região pode ampliar o volume de produção no campo e maior desenvolvimento local, com a abertura de novas vagas de trabalho.
“A chegada da Inpasa traz para a região inteira um consumidor a mais. A gente pode, primeiramente, já aumentar esse volume de produção, porque é um agente a mais que está consumindo esse produto nosso, e, com certeza, vem para mudar tanto nessa questão comercial como também na geração de emprego”, avalia Kappes.
O vice-presidente do grupo Inpasa, Gustavo Mariano, ressalta que a implantação da unidade em Balsas terá impacto no campo energético, no desenvolvimento socioeconômico local e para o crescimento da Matopiba – região formada pelo estado do Tocantins e partes dos estados do Maranhão, Piauí e Bahia, onde ocorreu forte expansão agrícola a partir da segunda metade dos anos 1980.
“É a primeira vez que nós inauguramos uma unidade fora do Centro-Oeste e graças ao apoio que nós tivemos aqui do Governo do Estado, do Governo Municipal e de todas as entidades, nós conseguimos trazer essa primeira unidade para o Maranhão. Temos um orgulho enorme de estar aqui, apoiando o crescimento da maior fronteira agrícola em expansão hoje no Brasil, que é a Matopiba”, pontuou Mariano.
Sobre a Inpasa
A Inpasa é uma das maiores biorrefinarias de etanol de grãos da América Latina e referência em inovação e sustentabilidade no setor agroindustrial. Fundada em 2006, no Paraguai, e presente no Brasil desde 2018, a companhia opera sete unidades industriais — cinco no Brasil (Sinop e Nova Mutum, em Mato Grosso; Dourados e Sidrolândia, no Mato Grosso do Sul; e Balsas, no Maranhão) e duas no Paraguai — além de uma planta em construção em Luís Eduardo Magalhães (BA).
Com capacidade instalada para produzir 5,8 bilhões de litros de etanol por ano, também gera 3 milhões de toneladas de DDGS, 245 mil toneladas de óleo vegetal e mais de 1.500 GWh de energia elétrica renovável. O modelo de negócio é orientado para a bioeconomia: Além de etanol anidro e hidratado, a empresa produz DDGS, óleo vegetal e energia elétrica, utilizando tecnologia para maximizar a eficiência e reduzir a pegada de carbono.
A estratégia de crescimento da Inpasa está diretamente ligada ao combate às mudanças climáticas. Em 2024, a empresa investiu R$ 4,9 bilhões em expansão e inovação, ao mesmo tempo que emitiu 1,3 milhão de créditos de descarbonização (CBIOs) no âmbito do programa RenovaBio. Entre 2021 e 2024, reduziu em 43 % a intensidade de emissões por tonelada de milho processado e obteve o Selo Ouro do GHG Protocol por quatro anos consecutivos.
No mercado internacional, a Inpasa é a maior exportadora brasileira de DDGS (Distiller’s Dried Grains with Solubles), utilizado na nutrição animal, e possui certificação ISCC CORSIA, tanto para o etanol quanto para o óleo vegetal, requisito que a habilita a fornecer matérias-primas para a produção de combustíveis sustentáveis de aviação (SAF).
Além da inovação tecnológica, a companhia amplia sua atuação social, com foco em inclusão, educação ambiental e voluntariado. Esse avanço é sustentado pelo engajamento de mais de 2 700 profissionais, que sustentam o crescimento sustentável da companhia e o seu compromisso com o desenvolvimento das comunidades onde atua.
– Porto do Itaqui atinge melhor mês de julho da história em julho de 2025 (Foto: Divulgação)
O Porto do Itaqui registrou mais uma marca histórica em julho de 2025, alcançando a movimentação mensal de 3,76 milhões de toneladas. Além disso, o mês também atingiu outro marco inédito: O maior número de atracações já atendidas em um único mês, com 112 navios. No acumulado do ano, o Itaqui já soma mais de 21 milhões de toneladas movimentadas.
Uma das motivações que justifica o alto desempenho é a intensificação das operações ship to ship (STS), principalmente após o início desse tipo de operação no berço 108. “A STS movimentou cerca de 415 mil toneladas, o dobro do planejado para o mês e o dobro do volume registrado em julho de 2024. Só em julho deste ano foram 11 navios atendidos a contrabordo, representando um terço do total de 2025 até agora e 65% de todo o ano anterior”, destacou o gerente de logística do Itaqui, Gervásio Reis.
No acumulado de janeiro a julho, o porto ultrapassou a marca de 21 milhões de toneladas, totalizando 21,042 milhões. O crescimento foi registrado em todos os segmentos: Granéis sólidos (+8%), granéis líquidos (+11%) e carga geral (+3%). Entre os produtos com maior destaque no ano estão: Soja (+7%), fertilizantes (+25%), cobre (+12%), derivados de petróleo para o mercado interno (+6%), transbordo de derivados de petróleo (+19%), sebo bovino (+34%), celulose (+2%) e trilhos (+69%).
“São resultados que reforçam o impacto positivo dos investimentos realizados pelo Porto do Itaqui em relação à ampliação da capacidade operacional, à melhoria contínua dos processos e ao fortalecimento da infraestrutura portuária para atender à crescente demanda do setor logístico no Maranhão e no Brasil”, explicou a presidente em exercício do Porto do Itaqui, Isa Mary Mendonça.
A movimentação de celulose também se destacou, com crescimento de 13% em relação ao planejado e 46% em comparação a julho de 2024. Com operações cada vez mais eficientes e diversificadas, o porto reafirma seu papel como o maior porto público do Arco Norte e um dos principais corredores de exportação e importação do Brasil, contribuindo diretamente para o desenvolvimento econômico da região.
– Desde o início das tratativas, o governo maranhense se empenhou com incentivos fiscais para apoiar a instalação da empresa (Foto: Divulgação)
A Inpasa, maior biorrefinaria de etanol de grãos da América Latina, inaugura nesta sexta-feira, 1º, sua nova unidade industrial em Balsas, no sul do Maranhão.
Com investimento de R$ 2,5 bilhões, a planta reforça o papel estratégico do Matopiba no cenário agroenergético nacional e marca mais um passo na expansão da companhia no Brasil.
A biorrefinaria já nasceu com capacidade de processar 2 milhões de toneladas de milho e sorgo por ano, produzindo anualmente cerca de 925 milhões de litros de etanol, 490 mil toneladas de DDGS (produto para nutrição animal) e 47 mil toneladas de óleo vegetal.
A planta também opera com o conceito de economia circular e com sistema de cogeração de energia a partir de biomassa, garantindo eficiência e sustentabilidade.
Desde o início das tratativas, o governo maranhense se empenhou com incentivos fiscais para apoiar a instalação da empresa, que apenas durante a fase de obras gerou aproximadamente 3 mil postos de trabalho diretos e indiretos e, agora, para a operação, já foram contratados mais de 500 profissionais, com valorização da mão de obra local.
“Este é um momento histórico para nossa economia, que passa a industrializar em larga escala o que antes era exportado sem valor agregado. Por isso, garantimos toda a segurança jurídica para a instalação da nova unidade da Inpasa em nosso estado, assegurando isenção fiscal para viabilizar o negócio. Investimento que além da geração de emprego, de sustentabilidade, vai proporcionar para município e estado maior arrecadação tributária, o que pode ser reinvestido em áreas importantes, como saúde e educação”, afirmou o governador Carlos Brandão.
A cerimônia de inauguração contará com a presença de autoridades federais, estaduais e municipais, incluindo o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin; o governador do Maranhão, Carlos Brandão; e o prefeito de Balsas, Alan Douglas de Oliveira. Participam também o presidente do Conselho de Administração da Inpasa, José Odvar Lopes; o presidente da companhia, Éder Odvar Lopes; e o vice-presidente de Trading, Gustavo Mariano Viana Leite Oliveira.
Balsas possui localização estratégica, graças à alta produtividade agrícola da região, à infraestrutura logística em expansão e ao potencial para inovação. A construção da unidade gerou 3 mil empregos e cerca de 500 profissionais foram contratados para a operação, com prioridade para a mão de obra local.
Sobre a Inpasa
A Inpasa é uma das maiores biorrefinarias de etanol de grãos da América Latina e referência em inovação e sustentabilidade no setor agroindustrial. Fundada em 2006, no Paraguai, e presente no Brasil desde 2018, a companhia opera sete unidades industriais — cinco no Brasil (Sinop e Nova Mutum, em Mato Grosso; Dourados e Sidrolândia, no Mato Grosso do Sul; e Balsas, no Maranhão) e duas no Paraguai — além de uma planta em construção em Luís Eduardo Magalhães (BA).
Com capacidade instalada para produzir 5,8 bilhões de litros de etanol por ano, também gera 3 milhões de toneladas de DDGS, 245 mil toneladas de óleo vegetal e mais de 1.500 GWh de energia elétrica renovável. O modelo de negócio é orientado para a bioeconomia: além de etanol anidro e hidratado, a empresa produz DDGS, óleo vegetal e energia elétrica, utilizando tecnologia para maximizar a eficiência e reduzir a pegada de carbono.
A estratégia de crescimento da Inpasa está diretamente ligada ao combate às mudanças climáticas. Em 2024, a empresa investiu R$ 4,9 bilhões em expansão e inovação, ao mesmo tempo que emitiu 1,3 milhão de créditos de descarbonização (CBIOs) no âmbito do programa RenovaBio.
Entre 2021 e 2024, reduziu em 43 % a intensidade de emissões por tonelada de milho processado e obteve o Selo Ouro do GHG Protocol por quatro anos consecutivos.
No mercado internacional, a Inpasa é a maior exportadora brasileira de DDGS (Distiller’s Dried Grains with Solubles), utilizado na nutrição animal, e possui certificação ISCC CORSIA, tanto para o etanol quanto para o óleo vegetal, requisito que a habilita a fornecer matérias‑primas para a produção de combustíveis sustentáveis de aviação (SAF).
Além da inovação tecnológica, a companhia amplia sua atuação social, com foco em inclusão, educação ambiental e voluntariado. Esse avanço é sustentado pelo engajamento de mais de 2.700 profissionais, que sustentam o crescimento sustentável da companhia e o seu compromisso com o desenvolvimento das comunidades onde atua.
O Porto do Itaqui passou a abrigar a base operacional do primeiro sistema de distribuição de gás natural de São Luís, construído pela Companhia Maranhense de Gás (Gasmar). O sistema permite a distribuição do gás natural do Porto do Itaqui até as instalações da Vale, gerando uma nova cadeia econômica no Maranhão ao unir sustentabilidade ambiental e fomento à economia do estado.
São quatro quilômetros de gasoduto. “É um marco na história do Maranhão. É uma energia mais barata, mais limpa e será um grande atrativo para novos investidores. O Porto do Itaqui, por si só, já é um grande atrativo. Agora, com o gás disponível, iremos avançar para outras indústrias”, afirmou o governador Carlos Brandão.
A disponibilidade de gás natural na área industrial de São Luís permitirá um avanço estratégico na ampliação da oferta energética, fundamental para atrair novos empreendimentos e impulsionar o surgimento de cadeias produtivas. Um exemplo é o setor automobilístico voltado para veículos movidos a Gás Natural Veicular (GNV), que pode estimular a criação de empregos, o aumento da renda e o fortalecimento do desenvolvimento socioeconômico no estado do Maranhão.
“A implementação deste sistema está em consonância com os objetivos ambientais do nosso porto, que é pioneiro entre os portos públicos brasileiros em lançar um plano de descarbonização. Agradecemos à Gasmar pela iniciativa e pelo compromisso com as boas práticas ambientais e o crescimento do estado”, destacou o Diretor de Engenharia e Manutenção do Porto do Itaqui, Marcel Santos.
O emprego do gás natural é considerado uma alternativa eficaz para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, especialmente em setores que enfrentam maiores desafios para a descarbonização. De acordo com a Vale, a substituição do óleo por gás natural na usina de pelotização em São Luís resultou em uma redução de 28% nas emissões de carbono.
Durante encontro com o novo presidente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco, do Parnaíba e Itapecuru (Codevasf), Lucas Felipe Oliveira, o deputado federal Hildo Rocha (MDB) reforçou a importância de acelerar a execução de obras no Maranhão e destacou a parceria com a instituição para o desenvolvimento do estado.
“Estamos fazendo uma visita ao novo diretor-presidente da Codevasf, Dr. Lucas, a fim de parabenizá-lo, lhe desejar boa sorte e êxito no seu novo cargo na companhia. Também aproveitei para tratar sobre o andamento de algumas obras da Codevasf no Maranhão”, declarou o parlamentar.
De acordo com Hildo Rocha, no Maranhão existem inúmeras obras importantes em execução, sendo que algumas já estão bem adiantadas. Entre os municípios que estão com obras em execução e projetos a serem iniciados estão:
Amarante, Bacabal, Brejo, São João do Paraíso, Barra do Corda, Cantanhede, Grajaú, Imperatriz, Lago do Junco, Jenipapo dos Vieiras, Matões do Norte, Nina Rodrigues, Santa Quitéria, São José de Ribamar e São Luís, entre outros.
Alguns exemplos
No município de Brejo, por exemplo, a Codevasf está construindo uma unidade de beneficiamento de mandioca (casa de farinha); na cidade de Lago do Junco, uma unidade de produção de polpa de frutas e no município de Amarante uma fábrica comunitária de extrato de tomate, obras bem adiantadas, já em fase realmente de conclusão, e uma fábrica de farinha do município que será administrada pela Cooperativa Cooprama.
Nos municípios de Cantanhede, Jenipapo dos Vieiras e São João do Paraíso foram iniciadas as obras de pavimentação em bloquetes, mas nunca concluídas porque a Construservice, construtora contratada pela Codevasf, deu um cano na empresa e nunca concluiu as obras.
Equipamentos agrícolas e rodoviários
Hildo Rocha também lembrou ao presidente Lucas Felipe que foram realizadas centenas de parcerias entre a Codevasf e o mandato dele para adquirir, também de forma pioneira, mais de trezentos equipamentos doados para as entidades e prefeituras.
“Fui o primeiro deputado federal maranhense a destinar recursos para compra de tratores agrícolas, escavadeiras hidráulicas, retroescavadeiras, tratores de esteira, patrol, pá carregadeira, caçambas, caminhões de lixo, caminhões pipas, caminhões, barracas de feiras, entre outras dezenas de equipamentos. Já foram mais de trezentos equipamentos e dezenas de unidades produtivas que conseguem aumentar a renda dos pequenos empreendedores rurais do Maranhão “, enfatizou Hildo Rocha.
A convite do prefeito Gilson Guerreiro, o deputado federal Hildo Rocha (MDB) participou da 46° Edição da Exposição Agropecuária de Grajaú (Expoagra). O evento, promovido pela Associação dos Criadores do Município de Grajaú (Ascigra), tem como objetivo contribuir para o desenvolvimento e fortalecimento das cadeias produtivas que envolvem o setor Agropecuária do município.
Tradicional e importante
Durante pronunciamento, Hildo Rocha parabenizou os organizadores e destacou a importância da exposição.
“Nós temos poucos parques de exposição permanentes no Maranhão, entre eles esse de Grajaú que além ser antigo e tradicional é muito bem estruturado. Parabenizo o nosso prefeito Gilson Guerreiro, o nosso amigo Raniel Brasil, presidente da Associação dos Criadores do Município de Grajaú pela organização e pelo esforço em promover uma das melhores e mais importantes feiras agropecuárias do Maranhão”, declarou o parlamentar.
Apoio institucional
Hildo Rocha destacou também a importância do apoio institucional de diversos órgãos governamentais.
“Além do forte apoio do prefeito Gilson Guerreiro, o governador Carlos Brandão também encaminhou R$ 300 mil para ajudar nessa exposição. Sem o apoio institucional da prefeitura e do governo do estado essa exposição não teria tido o grande sucesso. Essa exposição revelou vários talentos grajauenses, além de apresentar as novas tecnologias usadas com excelente produtividade na economia rural. Os organizadores, os expositores, os produtores, os empreendedores e a população de Grajaú estão de parabéns pela beleza e organização da exposição. Esse evento é importante para a economia regional”, afiançou Hildo Rocha.
Emenda para agropecuária
Durante o seu pronunciamento o deputado Hildo Rocha anunciou a destinação de recursos à prefeitura de Grajaú para serem investidos na produção rural.
“Atendendo ao pedido do Gilson Guerreiro e do Telmiston, viabilizei R$ 600 seiscentos mil reais para a prefeitura de Grajaú comprar duas patrulhas agrícolas que vão ajudar os produtores rurais do município aumentar a produtividade com o uso dos tratores e implementos agrícolas adequados”, enfatizou Hildo Rocha.
Recursos para obras de macrodrenagem
O prefeito Gilson Guerreiro agradeceu a presença Hildo Rocha e enalteceu o trabalho realizado pelo parlamentar em prol do desenvolvimento de Grajaú e de dezenas de outros municípios maranhenses.
“Nós estamos aqui diante do deputado federal mais atuante do Brasil. E hoje ele está aqui conosco para prestigiar a 46° Edição da Exposição Agropecuária de Grajaú. Mas não é apenas para prestigiar o nosso evento, Hildo Rocha trouxe uma boa notícia para a nossa população. Ele está trabalhando para assegurar recursos que serão investidos em obras importantes na área de saneamento, com aplicação de R$ 40 milhões de reais para as macrodrenagens em Grajaú. Acredito que em breve ele voltará aqui já com a confirmação desse grande benefício para a nossa cidade”, sublinhou Guerreiro.
Deputado dos povos indígenas
O prefeito citou obras importantes viabilizadas por Hildo Rocha e enfatizou a importância social do trabalho que Hildo Rocha realiza em favor da população indígena de Grajaú.
“Hildo Rocha é um amigo de longas datas. Mas ele não é apenas um grande amigo, Hildo Rocha é o deputado dos indígenas de Grajaú, há muitos anos ele ajuda os indígenas do nosso município”, ressaltou Guerreiro.
Ajuda durante a pandemia da Covid-19
O prefeito citou também a grande ajuda de Hildo Rocha durante trágica pandemia da Covid-19; além dos recursos que foram aplicados na modernização do Estádio de Futebol; o caminhão compactador de lixo, construção da quadra coberta na Vila Viana, a pavimentação da Vila Tucum, casas rurais e urbanas, entre outras ações relevantes.