Protagonista da defesa contra impeachment de Dilma, Waldir Maranhão critica cenário politico na gestão Carlos Brandão

“O Brandonismo retrocedeu aos tempos das oligarquias que trabalhamos para extinguir com a eleição de Flávio Dino ao governo”

O ex-presidente da Câmara dos Deputados Waldir Maranhão colocou o dedo na ferida ao diagnosticar o atual momento político do Maranhão. Em conversa reservada com jornalistas em São Luís, Maranhão classificou o cenário local como uma verdadeira “bagunça”, atribuindo a desorientação do Estado ao vácuo deixado pela saída do ex-governador e atual ministro do STF, Flávio Dino, do cenário partidário.

​Maranhão não poupou críticas ao formato do poder estabelecido e defendeu uma ruptura com a atual dinâmica de priorizar os acordões ao invés das alianças com a população:

​“Como presidente do PP, ajudei a eleger Flávio Dino governador. Também participei de um dos momentos mais emblemáticos da política brasileira que foi o impeachment da primeira presidente da República eleita de forma democrática seguindo todos os passos que poderiam ser tomados contra os opositores da democracia. Agora, precisamos trabalhar para colocar o povo no governo do Maranhão novamente porque o que está aí é um modelo de gestão que só faz acordos de bastidores e esquece os maranhenses.”, disparou o ex-deputado.

​As declarações de Maranhão ecoam forte dentro do Partido dos Trabalhadores (PT), cujos cardeais têm acenado com aprovação direta à sua pré-candidatura a deputado federal.

Opinião do Blog

Ao apontar que a gestão estadual retrocedeu para um “modelo de acordos de bastidores”, Waldir Maranhão faz uma leitura afiada do sentimento de dispersão que atingiu a base aliada após a ida de Flávio Dino ao STF. Ele se posiciona não apenas como um observador, mas como um fiador da mudança que derrotou o grupo Sarney no passado e que agora enxerga a necessidade de resgatar a centralidade popular no governo.

​Essa contundência dialoga diretamente com o PT. O interesse e a aprovação de importantes lideranças petistas à sua eleição apoiam-se em uma clara fatura de gratidão.

​Em maio de 2016, no auge do processo que derrubou a ex-presidente Dilma Rousseff, Waldir Maranhão colocou seu mandato e sua biografia na linha de frente ao assinar a anulação das sessões do impeachment na Câmara. O gesto, embora sufocado pela pressão institucional da época, é lembrado pela cúpula e pela militância petista como um ato de coragem em defesa da democracia e do partido.

​Ao expor as entranhas do atual cenário e cobrar uma gestão voltada ao povo, Waldir Maranhão mostra que não entra na disputa apenas como mais um nome na nominata, mas como uma figura de peso disposta a liderar a reorganização da base progressista maranhense.

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